quarta-feira, 13 de julho de 2022

MEUS COLEGAS DE MEDICINA DA TURMA DE 1960


Éramos apenas três cuiabanos da turma de médicos de 1960 da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil.


Pela ordem de idade: Marcondes Pouso Silveira, Benedito Canavarros e Gabriel Novis Neves.


Canavarros foi meu colega no ginásio do Colégio dos Padres e Colégio Estadual.


Marcondes, um ano mais velho que o Canavarros e este um no ano mais que eu, sempre foi aluno do Colégio Estadual.


Marcondes se preparou para cursar engenharia civil, pois era excelente em matemática, e o Canavarros, não sei porquê fez teste para a Marinha Brasileira, sendo reprovado em saúde.


Aos 16 anos de idade precisava usar óculos de grau, o que não era permitido para um aspirante da marinha.


Eu por total inabilidade com a matemática, ciências sociais e artes, fiquei com a opção onde fui criado, que era a casa do meu avô médico.


Bem que gostaria de ter ficado trabalhando com o meu pai, mas este me expulsou do bar, dizendo lá não ser vida para mim.


Chegando ao Rio, Marcondes foi para uma pensão no bairro das Laranjeiras, levado por Moacyr de Freitas e Édio Lotufo, no famoso edifício Zacatecas.


Canavarros foi morar com o seu irmão Arari, que estava quase concluindo o curso de medicina, em uma pensão em Copacabana.


Eu para a pensão da dona Irene, de Corumbá, na Praia de Botafogo, no quarto de Carlos Eduardo Epaminondas.


Prestamos o vestibular de medicina da Praia Vermelha, e em março de 1955 iniciamos as aulas do básico.


Marcondes chegou a morar comigo na rua Paissandu e Senador Vergueiro, onde Canavarros passava temporadas.


As refeições eram sempre no restaurante da faculdade.


Os almoços dos domingos e feriados poderiam ser feitos no restaurante estudantil do Calabouço, bem perto do Aeroporto Santos Dumont.


Como eu tinha muitos parentes no Rio, tanto por parte do meu pai como da minha mãe, nessas datas filava o almoço, e muitas vezes o lanche de jantar, na casa deles.


Canavarros namorava uma cuiabana aluna do curso de educação física da UB, e logo após a conclusão do curso retornou para Cuiabá casando-se com ela.


Dos seus quatro filhos, o único homem é o Dr. Juliano Canavarros.


Marcondes foi o primeiro a retornar e casou-se com uma cuiabana, e foi premiado com um casal de filhos.


Depois de três anos e meio de concluído o curso, voltei para Cuiabá casado com uma argentina criada no Rio de Janeiro.


De três filhos, um é médico, com filha médica.


Construímos nossas carreiras profissionais na Maternidade e Hospital Geral, hoje Hospital Geral Universitário.


Canavarros foi exímio cirurgião geral com especialidade em cirurgia torácica, obstetrícia e ginecologia.


Marcondes o craque em cirurgia por via baixa e obstetrícia, estudioso de endometriose e tratamento.


Eu um paciente parteiro de parto normal, que aplicava fórceps de alívio, que ganhei do Dr. Epaminondas.


Ginecologista, implantei um consultório de terapia visual na Clínica Femina.


Também o único a seguir a carreira do magistério superior.


Marcondes e Canavarros, durante os anos todo de intensa atividade médica, mesmo com o surgimento dos primeiros hospitais privados, jamais deixaram de atender os seus pacientes no Hospital Geral e Maternidade.


Com a inauguração da Femina, transferi o meu consultório para lá, onde passei a atender minhas clientes.


Canavarros foi o primeiro a nos deixar, e no ano passado o Marcondes.


Sou extremamente grato a esses colegas de turma, que muito me ajudaram quando cheguei em Cuiabá.


Gabriel Novis Neves

23-06-2022





segunda-feira, 11 de julho de 2022

INSÔNIA OU PESADELO


Difícil escolher qual o pior deles, se a insônia ou o pesadelo.


Nunca tive insônias, pois faço uso atualmente, de ansiolíticos ou hipnóticos para preveni-las.


Os pesadelos surgiram com a idade avançada, e o pior é que parece que alguns remédios para combaterem as insônias causam esse efeito colateral.


Sempre fui considerado bom de cama.


Repousava em beliche, sofá ou cadeira espreguiçadeira mesmo por poucas horas, e acordava descansado sem sonhar.


Dormia no plantão da maternidade, mesmo sendo acordado com frequência para atender as pacientes de obstetrícia, já que os bebês têm predileção para nascerem de madrugada.


Quanta madrugada em sono profundo, eu fui despertado para um atendimento.


Jogava água fria no rosto e, em poucos minutos, estava na sala de partos, ou centro cirúrgico.


Mãe e recém-nato no quarto, voltava para casa e, continuava dormindo o sono gostoso e recuperador.


Muitas vezes a minha mulher nem notava a minha ausência, pois despertávamos assim como havíamos deitados na noite anterior.


Agora, com 87 anos, está uma chatice dormir, pois sei que irei enfrentar pesadelos.


Mesmo acordando uma ou duas vezes de madrugada, me levanto, vou ao banheiro, tomo um gole de água e logo volto a dormir.


Durmo sempre em torno das nove da noite, com sono natural, que me impede, inclusive de assistir aos jogos pela televisão.


Os pesadelos da etapa inicial continuam, podendo ser os mesmos ou surgirem novos, até o meu despertar espontâneo às sete da manhã.


Resultado, acordo com sono e se não brigar com o meu corpo para o café e ida para o escritório, fico rolando na cama sonolento, podendo ter pesadelos até chegar o almoço.


Só me sinto “engrenado”, quando termino a sesta e tomo uma xícara de café preto.


Mas aí o dia já está terminando, e tudo se reinicia de novo.


Já a insônia enfrentada galhardamente, nos conduz facilmente a trocar o dia pela noite, que é para mim um luxo inviável.


Na prática esse problema só se resolverá, como os outros que um velho tem:


Remoçar trinta anos que tudo isso acaba.


Gabriel Novis Neves

10-07-2022




sábado, 28 de agosto de 2021

MEDICINA MODERNA


Há exatos três anos estava internado em São Paulo, em hospital pouco conhecido, mas de grande eficiência: Prof. Edmundo Vasconcelos.


Fui operado por cardiologistas clínicos, chamados de intervencionistas, em sala de hemodinâmica, com cirurgiões cardíacos de “peito aberto” paramentados, para entrarem em campo se necessário. O cardiologista de Cuiabá, Herbert Donizete, indicou tratamento pelo chefe dessa cardiologia intervencionista.


Viajei para SP com níveis laboratoriais de insuficiência cardíaca preocupantes, com indicação de internação e cirurgia imediata. Esse procedimento de implante de válvula aórtica poderia ser realizado por cirurgia torácica, ou por cateterismo com por punção coxo-femural. A prótese, nesse procedimento pouco invasivo, é guiada por um cateter através da aorta, sob visão de radioscopia e ecocardiográfica, até ser posicionada no anel aórtico.


É um procedimento novo surgido da necessidade de prover ao tratamento de ESTENOSE AÓRTICA em pacientes de risco para a cirurgia convencional. O Dr. Fausto Feres trouxe da França essa moderna tecnologia e a implantou com sucesso no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP).


O implante da prótese em mim realizado pelo Dr. Fausto Feres. Foi um sucesso e após cinco dias de internação obtive alta hospitalar curado da “estenose aórtica”!


Cada vez mais me convenço que a medicina cirúrgica caminha para cirurgias menos invasivas, diminuindo os riscos das grandes cirurgias de amplas incisões, hoje feitas vias endoscópicas com precisão e altas bem precoces.


Para auxílio das cirurgias endoscópicas temos também as robóticas de precisões totais!


Nessa comemoração quero agradecer a Deus pela minha vida, e as modernas tecnologias, à disposição da Medicina.


Gabriel Novis Neves

29-08-2021

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

NOVOS HÁBITOS


Fiquei 10 dias sem publicar nenhuma crônica nova no bar-do-bugre.blogspot.com Foi o tempo necessário para que eu recebesse inúmeras perguntas sobre motivo da ausência das crônicas diárias.


Não posso saber como a leitura das crônicas funcionam no organismo das mais diferentes pessoas que as leem e comentam. Creio que se criou em nossos leitores o hábito de lê-las, aflorando então o sentimento da ausência.


Hoje voltei a publicá-las,  e os comentários recebidos foram de “alivio” pela volta das publicações. Quem escreve sabe que o estímulo dos leitores é um “incêndio” para que novas crônicas surjam.


Creio na sinceridade das mensagens dirigidas a mim, pois ninguém tem obrigação de nada dizer para me agradar. Há uma energia muito forte entre o que escrevo e recebo. As críticas são sempre bem-vindas para minha melhor comunicação.


Durante uma semana em São Paulo, em tempos de Covid, tudo se mostrou diferente daquilo que eu conhecia. O resultado de todo esse esforço só com o tempo vou saber, enquanto isso, “continuo” com as pesquisas e tratamento.


Vivendo à distância do nosso habitat, mesmo que por poucos dias, desperta em nós nobres sentimentos, como a saudade de pessoas e coisas do nosso cotidiano. 


Mesmo por extrema necessidade médica, o melhor não é a alta hospitalar, mas a chegada em casa. 


Reencontrei as orquídeas brancas na pequena mesa redonda de vidros da sala de visitas, assim como a bromélia laranja, o antúrio vermelho na mesa do centro do espaço de bate-papo e inúmeros vasos com folhagem de variadas cores. 


As funcionárias carinhosas, com olhares de alegria pela volta, a limpeza e o calor de 40 graus preenchendo o vazio que existia em mim.


Minha cama larga e alta, sem grade para não cair, meu ar refrigerado em 19 graus,  além da minha TV.


Que lugar gostoso é o meu cantinho para passar os dias e aguardar os resultados das pesquisas em mim feitas! Estou habituado a essas coisas que produziram em mim o hábito de ficar em casa. Abençoado sentimento da saudade tão intenso em mim! 


Gabriel Novis Neves

28-08-2021

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

ESCOLA DE MEDICINA DA UFMT



Criada em maio de 1970 como pertencente ao ICLC (Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá). Com a criação da UFMT em 10-12-1970, passou a fazer parte dos seus novos cursos, porém só foi implantada em 1980.

Esse longo espaço de tempo tem como explicação a punição do governo federal na década dos anos 60, quando houve desenfreada e desorganizada criação de cursos de medicina por todo o Brasil, às vezes em cidades sem as mínimas condições de aceitabilidade para um curso como esse.

Como as pressões políticas eram intensas para novas escolas médicas, o MEC reuniu um grupo composto de mais de vinte mestres da medicina no Brasil, todos de universidades públicas dos grandes centros - centro sul, nordeste e alguns do Norte.

Nenhum pretendente conseguia “furar” a fila para funcionamento de novas e necessárias escolas como a de Cuiabá.

Conseguimos agendar um encontro com a comissão de “sábios” professores após varias desmarcações de audiências confirmadas anteriormente. 

Finalmente, em fins de 1979, conseguimos à tarde, logo após o almoço,  a entrevista desejada. 

Uma longa mesa era presidida por um ilustre e tranquilo professor de Porto Alegre, demais conselheiros de vários estados do Brasil e o grupo sabatinado era composto do Reitor, Pró-Reitor Administrativo, Auditor Geral da Universidade e o professor encarregado de implantar o Curso de Medicina da UFMT.

O Presidente iniciou os trabalhos, fazendo aos conselheiros um breve relato da reunião para analisar se a UFMT tinha condições de implantar o novo curso de medicina no próximo ano letivo de 1980.

Após discussão entre os conselheiros, totalmente contrários à abertura de novos cursos de medicina, foi dada a palavra ao Reitor para justificar e demonstrar que a UFMT tinha condições de implantar um belo e moderno curso de medicina em universidade pública de Cuiabá.

Antes de o Reitor falar, um conselheiro professor e escritor do Rio de janeiro, virou-se de costas, demostrando toda sua falta de educação e ignorância com relação ao Brasil.

Após a fala do grupo de Cuiabá, foi colocada em votação para apreciação a autorização do tão esperado curso de medicina, que foi aprovado com várias recomendações.

Passados quarenta anos o nosso curso pela avaliação de MEC é um dos cinco melhores cursos de medicina do país!

Essa foi o maior adversário para que a escola criada em 1970 só viesse a funcionar em 1980!

Tudo valeu a pena, da longa espera humilhante à autorização com inúmeras restrições.

Vencemos! Deus me concedeu vida longa para saborear a vitória de Cuiabá possuir a sua decana escola de medicina.


Gabriel Novis Neves

25-08-2021



domingo, 18 de julho de 2021

GOTEJAMENTO

 


O médico acompanha os tratamentos. No caso, para exemplo, dez dias com aplicações venosas de antibióticos dissolvidos em uma bolsa com cem mililitros de soro fisiológico, de oito em oito horas. Prescrição precisa, tempo para aplicação e técnicas para aplicar e cuidar bem executadas.


Percebendo o gotejamento perfeito na veia, inevitável a satisfação e a alegria de ver aquilo, sinal que o antibiótico corria normalmente em veia do dorso da mão esquerda. 


Anos à fio, no exercício da medicina, me ocupei com essa atitude, sempre satisfatória. Imediatamente me recordei quando, desde o início do exercício da minha profissão, reconhecia a importância de uma boa veia para o sucesso do tratamento.


Quantas vezes telefonei para o hospital para saber se o gotejamento da paciente que operei estava bom!


Nas emergências, a primeira providência do médico era providenciar uma veia para passar o soro ou sangue.


São coisas tão pequenas que, na maioria das vezes, passam despercebidas ao paciente, desapercebido do bem-estar profissional que sentimos até com os pequenos êxitos.


Quem trabalha com a saúde dos pacientes, reconhece que nem sempre as grandes intervenções ou diagnósticos são capazes de substituir as pequenas coisas, como o sorriso de quem sofre.


O abraço, olhar, o afago são recompensas desta profissão tão sofrida e incompreendida!


Sou de uma das últimas gerações de médicos da antiga escola francesa.


Hoje o que predomina é a tecnologia, cada vez mais sofisticada e cara.


Entendo, porém  que nada substitui uma boa anamnese e um detalhado exame clínico para a fixação das primeiras hipóteses.


Chegamos ao cúmulo de, no atendimento a pacientes de primeira consulta, em alguns casos, novos médicos solicitarem um "montão" de exames laboratoriais mesmo antes de analisar as queixas sobre o quadro clínico. 


Mesmo com queixas pulmonares evidentes, já se percebe que têm resistência à auscultar sequer o tórax desse infeliz.


É imediatamente encaminhado ao laboratório de imagens para tomografia pulmonar, onde o paciente recebe comandos de voz de um computador: “encha o peito de ar, prenda a respiração, respire”!


Até o velho Raio-X do tórax está obsoleto nos dias de hoje.


A medicina fica cada vez mais distante da maioria da população.


Nós ainda temos o SUS que, bem administrado, é um sucesso.


E os EUA? Onde não há esse tipo de atendimento e os seguros de saúde são inaccessíveis a maioria da população?


Defendo que deveríamos humanizar os serviços de saúde e sentir emoção nas coisas mais simples do dia-a-dia desses profissionais.


Mesmo afastado do exercício clínico, continuo sentindo um prazer enorme vendo o gotejamento perfeito em uma veia.


Gabriel Novis Neves

17-07-2021

quinta-feira, 1 de julho de 2021

SUPERSTIÇÕES NO PARTO

 


Desde antigamente as superstições no parto abastecem o nosso imaginário com fatos os mais diversos possíveis.


A medicina é uma ciência cuja prática enfrenta crenças infundadas impregnadas em certos pacientes, crentes que os atos poderiam sofrer influências da sorte, azar, etc; e nada melhor que no trabalho de parto para exercitá-las.


Na moderna obstetrícia é muito recente o parto hospitalar e lembro o exemplo da minha mãe, que terminou nove gestações com partos normais caseiros.


Quando minha irmã caçula nasceu, próximo dos anos 60, eu cursava o medicina no Rio de Janeiro e quem fez o parto foi meu próprio pai, comerciante, que estava bem treinado para assistir ao nascimento de um bebê.


O parto caseiro tem o ritual pré e pós-parto, todos ricos em superstições.


Preparar as chaleiras de água quente para o banho do bebê e a higiene das parturientes.


Cavar no quintal um buraco para enterrar a placenta e escolher um cálice de cristal para depositar o vinho do Porto que saúda o novo morador da casa.


A presença das parteiras acontecia no início do trabalho de parto ou rotura da bolsa de águas.


Isso poderia demorar até dois dias, dependendo da fase do trabalho de parto quando eram chamadas.


Uma cuidadosa parteira tinha em sua bolsa profissional uma garrafa de vidro vazia, um vidro de óleo, um de mercúrio cromo, algodão, atadura, um pedaço de fio esterelizado e tesoura.


Trazia consigo também, para pendurar no pescoço das suas parturientes, um enorme "breve" (escapulário), onde se acreditava guardarem orações milagrosas escritas em papel, envoltas por tecido.


Durante as contrações uterinas do trabalho de parto, as parturientes recebiam instruções para agarrar firme naquele amontoado de panos formando uma circunferência do tamanho de uma bolacha, e fizessem preces para que tudo ocorresse bem.


Na alta, a parturiente entregava o "breve", no mais das vezes envolto por um novo tecido, pois o original costumeiramente terminava manchado pelo suor ou gotas de sangue.


Quando retornei formado médico para Cuiabá conheci muitas parteiras, verdadeiras heroínas da nossa sociedade, especialmente dos menos privilegiados economicamente.


Trabalhavam diuturnamente e não exigiam ou se importavam com gratificações.


Recebi no hospital muitas parturientes com sua parteira e as tratava com respeito e admiração.


Em uma tranquila madrugada, acompanhei até o nascimento do bebê a uma gestante adornada com um gigantesco colar e "breve" no pescoço.


Conhecedor da história do "breve", perguntei-lhe sobre a crença na força dessa superstição.


Diante da resposta afirmativa, fiquei imaginando a curiosidade de um colega mais antigo, que teve o desplante de solicitar autorização para, com uma gilete, desfazer as inúmeras costuras das bolsas que guardavam a oração milagrosa.


Concluído o trabalho encontrou um pedaço de papel que dizia:


“Quer parir pari, não quer, não pari”.


Estava desvendado o mistério que acalentou gerações de parturientes.


Temos que acreditar também nesta centenária ciência que é a da fé!


Gabriel Novis Neves

29-06-2021


Nota do Editor: Há versão corrente na cuiabania que um dos "breve" continha maldição apregoada pelo autor da milagrosa oração: "Quer parir, pari. Não quer parir, vá para p.q.p."